terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O MEU BLOGUE, QUEM LÊ?

O blogue da Rosi Barreto foi uma forma de desabafo sobre as injustiças sofridas pela população negra brasileira. E não só, mas esclarecer determinadas ideias controversa sobre o racismo brasileiro. Venho agradecer então pela colaboração dos(as) leitores(as), e também dar uma mostra de que sem patrocínio, anúncios consegui divulgar as minhas ideias e pensamentos pelo mundo, claro que todo o mundo não lê. Desde 2015 quando comecei a escrever já consegui muitos leitores, e compartilho com vocês o que para mim significa o sucesso do Blogue.

Compartilho com vocês o que consegui durante estes quase dois anos com o Blog da Rosi Barreto! É digno de nota que ele está em construção!



UMA EXPERIẼNCIA DE DESCOBERTA DO CARÁTER NACIONAL BRASILEIRO

Este texto vai para complementar o comentário do professor Roberto Xavier e outro do excelentíssimo Professor Rogério Santana. Bravos professores! Tocaram em pontos cruciais e importantíssimos que se tivermos coragem de descortinar o caráter nacional brasileiro em que estamos envolvtos e não sentimos, poderemos salvar o Brasil sim!

"Estamos tentando mexer com os brios de um povo maltratado! Por esperança é sim. Se for NÃO já desistimos do Brasil!!" (Rogério Santana). Infelizmente somos filhos do maltrato e muitas das vezes não conseguimos nos desvencilhar disto: Por exemplo: votamos em Collor e em todos os outros políticos ladrões que estão no poder para retirar cada vez mais os nossos direitos. Enfim: Brasileiro não desiste nunca, nem quando erra. Faz questão de não ver o óbvio, quer sempre convencer o outro que está certo mesmo quando está errado. Não gosta de ouvir críticas e se recusa a fazer autoavaliação para melhorar, além disto leva tudo para o lado pessoal. Tem tendências cartelistas fazendo grupinho onde outros não podem participar. Por esta razão muitas de nossas lutas são inglórias. Nestes grupos todos temos razão e terminamos nas brigas insanas que não nos leva a lugar nenhum.

" O fato é que nossa fôrma de pensar e forma de agir nos acorrenta ao Mourão do curral, ao engenho, a capela e a casa-grande da Fazenda. Ainda necessitamos de um São Sebastião, um monarca ou um oligarquia para salvar a nossa deserdada pátria amada. Ainda somos uns "desterrados Em nossa própria terra". Nossa barco continua à deriva e nossa Res continua sem Pública. Eis aí onde reside o hercúleo esforço politico-juridico-midiático para a manutenção unissona de nosso analfabetismo político." (Roberto Xavier)

A educação de qualidade é a nossa salvação! Toda a sua fala revela o quanto a maioria da população está atada à escravidão mental, à alienação mesmo alguns intelectuais. Antônio Drauzio Varella, é um médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, conhecido por popularizar a medicina no Brasil, através de programas de rádio e TV. Este cidadão brasileiro renomado se presta a tal papel. Ser pago para fazer uma campanha do governo federal, conscientizando as pessoas a combaterem o mosquito Aedes Aegypti, e diz que: - Um mosquito não pode derrotar o país inteiro. Ok! Mesmo que todos os brasileiros moradores das periferias, que não recebem o serviço adequado na distribuição de água em suas residências cubram os suas panelas, baldes e reservatórios. Mesmo que os moradores dos centros das cidades que têm o abastecimento normal troquem todos os dias a água das suas plantas. Ainda temos mais de 70% do esgoto brasileiro a céu aberto, será que o mosquito só acertará a casa de quem tem uma panela destampada? Por que o mesmo médico em seu programa não faz uma campanha pelo abastecimento de água normal para todos e cobertura dos esgotos a céu aberto?  Assim o Aedes não estaria causando desde o ano de 1911 dengue, e na sequência: zika, chikungunya, e agora a febre amarela. Esta é a forma de agir do renomado médico!

Ainda delegamos aos políticos o que precisamos, depois de eleitos, nunca mais olhamos o que o senador, deputado federal ou estadual e vereadores estão fazendo. Tomamos de assalto as barbaridades que eles fazem em nome do que dizem ser democracia. Democracia? Como? Democracia que permite extermínio de um grupo social, democracia que dá direito a um PM-BA pensar que pode agredir fisicamente uma pessoa por que quis, como disse capitão Bruno  e como fez o PM do vídeo abaixo, por que quis! Na época da ditadura só era preso o subversivo e na democracia é o pobre, preto e favelado o inimigo número um do Estado. E nós politizados ficamos inertes assistindo a tantos absurdos e ainda dizemos que existe democracia por que vamos a cada dois anos votar nos mesmos.


video



 Ainda sobre a "plasticidade" e "cordialidade", ambas passeiam juntas. Uma certa feita estava numa festa de formatura. Cada pessoa que chegava era uma alegria, uma beijação e um abraçamento generalizado e todos muito alegres sorrindo. Ao meu lado alguns italianos. Um deles comentou com os que o acompanhava: - Não sei por que eles se abraçam e se beijam tanto. Eu na minha santa "plasticidade/cordialidade", achei um absurdo este comentário. E pensei com os meus botões. Eles não entendem que somos amigos. A minha avózinha dizia para mim quando eu falava de meus amigos. Vc não tem amigos. Eu também na minha santa "plasticidade/cordialidade" não compreendi. Novamente imbuída do caráter nacional brasileiro imaginava: Se todos eram tão amigos, me tratavam tão bem, éramos felizes juntos, íamos para festas como não eram meus amigos? Mas, com o tempo aqueles que eu dizia amigos forma se afastando, por nada e eu ficava sem entender. Se a pessoa falava comigo, sorria por que fingia que não me via, tratava-me com frieza depois. Não entendia! Ficava decepcionada se eu não tinha feito nada para a pessoa?!?!?!

Enfim, fui aprovada para o mestrado, Logo vi alguns olhares de amigos decepcionados com o meu sucesso, não entendi. Comecei a estudar era uma felicidade só. Com o tempo e alguns posicionamentos contrários vi aqueles amigos se afastarem e me isolarem (na própria linha de pesquisa que concluí o doutorado). Continuei sem entender! Até que um dia fui estudar uma disciplina fabulosa que todos os estudantes deveriam fazer: O público e o privado com a docente Sonia Barreto. Ali eu entendi tudo o que não percebia antes, por que não entendia o caráter nacional brasileiro. Enfim, nasci com um "defeito", não consigo ser "plástica" nem "cordial", eu falo o que sinto e não consigo fingir, logo sou uma discrepância no caráter nacional. E quem é as vezes como eu antigamente não entendia a mudança abrupta das pessoas.

Agora quando vejo uma pessoa dizendo que faz e acontece só assisto, espero por que sei que não vai dar em nada. Aí reside o "fogo de palha" como também dizia a minha avó. As pessoas falam, falam e no final! Não fazem nada!!!! Por esta razão como bem diz o nosso professor Roberto Xavier "Ainda necessitamos de um São Sebastião, um monarca ou um oligarquia para salvar a nossa deserdada pátria amada. " Mas, ainda precisamos de Cristo para não morrermos mais, por que ele vem nos salvar no dia do juízo final, além do mundo estar no domínio do inimigo. A religião e nome da alienação e da ascensão dos políticos evangélicos.  Mas no carnaval, para cair na folia o evangélico pode, assim como se envolver com falcatrua política.

No vídeo abaixo os evangélicos  tanto estão no carnaval, quanto dançam o afro e o samba reggae, ainda mais na Bahia vendem acarajé como bolinho de Jesus e praticam também a capoeira de Jesus!





 
Professor Rogê Santana, não desistirmos do Brasil é deixar de lado a "cordialidade" e a "plasticidade" que como caráter nacional pega a todos na nossa sociedade, políticos, intelectuais, moradores das favelas, lideranças dos movimentos sociais até o morador dos confins do Brasil. É deixar de fingir ser o que não somos. Por que desta forma não seremos a vergonha alheia! 

Rosi Barreto!
Boa Leitura!
Obrigada por visitar o blogue

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Carnaval sem cordas não é novidade em Salvador

Carnaval em Salvador sempre foi sem cordas. Blocos eram formados pelas pessoas da elite soteropolitana que não queriam se juntar ao povão, ou seja, aos pipocas. O carnaval para estas pessoas era nos clubes, Fantoches da Euterpe, Cruz Vermelha, Português, Espanhol.

Fantoches da Euterpe - 2 de Julho

   Fonte: Texto e Cia. Créditos: Jornal A Tarde.

Clube Cruz Vermelha - Campo Grande


   Fonte: http://www.salvador-antiga.com/campo-grande/antigo-campo-grande.htm.

Clube Espanhol - Barra

    Fonte: http://www.clubeespanhol.com.br/historico.


Clube Português - extinto

    Fonte: Aratu online.


De lá de dentro eles ficavam informados sobre o furdunço na cidade , que certamente achavam gosto, com bons artistas fazendo a festa junto com os foliões locais e turistas que valorizavam a diversidade no carnaval de Salvador. Um baile a fantasia a céu aberto. A elite não aguentou ver quanto era bom sair na rua dançando sem muros. Os trios que tocavam para os pipocas eram: Tapajós, Marajós, Saborosa. O Dodô e Osmar, com ambos os inventores cantando  com emoção a cada carnaval que eles lembravam se seu invento, o quanto tinha crescido e como agradava ao povo, e tocavam com amor para os pipocas. Mas é digno de nota, que por muito tempo foram abandonados pelos organizadores da festa. Além da Caetanave (Com Caetano, Gal e Gil) todos os três dias de carnaval do Campo Grande à Praça da Sé e da Sé ao Campo Grande. Era uma delícia, inesquecível. As imagens abaixo destaca os trios faziam o carnaval dos pipocas.

Trio elétrico Tapajós

Fonte: Bahia de todos os povos: https://abahiadetodosospovos.wordpress.com/tag/orlando-tapajos-cria-a-caetanave/

Trio elétrico Marajós




Trio elétrico Saborosa

Fonte: IBahia

                                                Fonte: IBahia


 Trio elétrico Dodô e Osmar
Fonte: Família Macedo. Arquivo pessoal.


Trio elétrico Caetanave


Fonte: http://caetanoendetalle.blogspot.com.br/2015/07/1980-ave-caetano.html

Com este carnaval da delícia os ricos saíram dos clubes e formaram os seus blocos, não poderiam sair jamais junto com aquele povo pobre e preto. Basta observar a cor do pipocas. Assim surgiram: Os Internacionais que cada ano saiam com as fantasias mais lindas. Os Corujas, Top 69, o Bloco do Barão, muito depois o Camaleão com Luis Caldas. Todos estes não aceitavam pretos como folião, mas não compartilhava a beleza de ter os melhores artistas tocando para eles e sim para os pipocas. O não-negros, inconformados começaram a contratar estas bandas para os seus blocos e elas iam ganhar mais dinheiro. 

Outros blocos que surgiram depois, os de índio: Apaches, Comanches, e ainda outros variados como os Fidalgos, os Estudantes, Secos e Molhados, Românticos, estes com pretos dentro de suas cordas. Depois o Frenesi; Banda Salamandra, Scorpius e atual Chiclete com Banana, com o Bell que saía no Bloco Traz os Montes. E o Lavem Elas, bloco feminino extinto pelo machismo soteropolitano. Num ano de carnaval os homens bateram tanto nestas mulheres que nunca mais o bloco saiu.

Tempo em que os blocos faziam fantasia carnavalesca para os seus foliões, hoje esta tradição fica apenas para as maravilhosas Muquiranas e o bloco afro Ilê Ayiê. Agora o carnaval deixou de ser a festa da diversidade para ser a da igualdade nas camiseta chamadas Abadás. Antes o carnaval de Salvador era um baile de fantasia a céu aberto, os blocos de trio saíam de macacão, ou de mortalha cada um mais lindo que  o outro, os outros citados acima cada ano com uma fantasia diferente, era lindo de apreciar. A avenida ficava colorida com as mamães sacode coloridas dos blocos de trio, a fantasia do pipoca era a mortalha. Tínhamos as escolas de samba: Juventude do Garcia, Filhos do Tororó, Diplomatas de Amaralina, Ritmistas do Samba, Ritmos da Liberdade, Bafo da Onça e a Escola de Samba do Politeama.  Infelizmente o Brasileiro não é bom com história e memórias, esquecem fácil e não lidam bem com preservação das tradições e por esta razão propalam coisas antigas como novidade. Não são dados à solução de continuidade, mudam tanto as coisas que termina perdendo a essência. Carnaval hoje em Salvador é com: O Rappa, Anita, Pablo dentre outros.

Fala aqui uma pessoa que tem 50 anos ininterruptos de carnaval, uma carnaval maníaca. Esta que na sexta-feira ia ver o Alerta Mocidade, hoje Alerta Geral, o Alvorada e Olodum na sexta-feira depois das 23 horas no centro histórico, subindo pela Carlos Comes. A mesma que ficava até a quarta-feira de cinzas no encontro dos trios na Praça Castro Alves ao som de: Os Novos Baianos ( Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão), Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa. Estas eram as atrações do carnaval dos pipocas. ACM Neto, certamente não sabia, era um bebê na época. Até os trios elétricos tinham modelos diferentes como vimos acima. 

Este era o verdadeiro carnaval dos pipocas, o carnaval de Salvador que tanto os governos municipal e estadual, vendo o fluxo de turistas atraído pelo carnaval resolveram gananciosamente organizar e descaracterizar a festa retirando a essência e a festa se tornou a festa da extorsão tanto por parte dos blocos quanto por parte da prefeitura com a quantidade de taxas que tanto ambulantes quanto blocos pagam para saírem às ruas para fazer a efêmera alegria do povo.  Eles pagam o ISC (Imposto Sobre Circulação), ou seja paga para sair dançando e tocando. O carnaval soteropolitano se transformou no palco para famosos e artistas globais aparecerem, cantores nacionais lançarem os suas músicas, sabendo que os holofotes brasileiros se voltavam para a capital baiana neste momento. Como a nossa cidade é racista o carnaval na Avenida vai perdendo cada dia o espaço para o carnaval da Barra que foi pensado para a segregação da população.

Se soma ao carnaval de Salvador a violência onde o negro de folião nato se torna o folião segregado. O carnaval do apartheid, segundo pesquisa do Jornal A Tarde constatando que  " [...] 76% da população de Salvador não pula carnaval, e mesmo os 24% que pulam ficam espremidos entre tapumes e cordas de blocos. Para os negros a beleza de serem pipocas se transformou n tristeza de sair para se transformar no saco de pancada da polícia, trabalharem como cordeiros e pagarem para serem vendedores ambulantes.



Além a cidade se tornou cenário da violência policial que avança sobre todos brasileiros que estiverem na festa e turistas que o policial na hora sinta vontade de bater.  A matéria Racismo e Carnaval! Imagens da discriminação racial no Brasil, com base na pesquisa no a Tarde explica onde está o negro no carnaval de Salvador cuja referência está referenciada abaixo.


Referência

Racismo e Carnaval! Imagens da discriminação racial no Brasil. Blog Teorias versus e práticas. https://teoriaversuspratica.blogspot.com.br/2015/02/racismoemsalvador.html.
 


Boa leitura!
Rosi Barreto

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

BRASIL: país digno de infinitos estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado!

O Brasil é um país formado por pessoas: católicas, evangélicas, neo-pentecostais, enfim pessoas cristãs. No sentido denotativo cristão é: aquele que se diz ou aquele que professa ou frequenta igreja de uma modalidade de cristianismo, ou, que é conforme ou compatível com os princípios do cristianismo. Quais são estes princípios: seguir os 10 mandamentos, a lei do amor e da solidariedade. Com base neles as igrejas evangélicas, pentecostais, neo-pentecostais se proliferam pelo Brasil com muita facilidade. 

O povo brasileiro realmente gosta de fazer ações humanitárias em países estrangeiros, se compadece com os atentados em países europeus, no entanto não conseguem o mesmo quando alguma injustiça acontece no Brasil. Ao mesmo tempo que seguimos o evangelho, levamos milhões às ruas em procissão e cultos evangélicos louvando a Deus conseguimos conviver com:

a) O extermínio da população negra e compreende que todo preto é ladrão, muitos negros são assassinados no Brasil por que o policial pensa que o negro é ladrão. 

b) Somos democráticos, mas quando temos um projeto fazemos propaganda para convencer o outro de que o meu projeto é bom, mesmo que exista outra possibilidade de fazer diferente. Gostamos de protesto pacífico, por que se não for: bomba de gás, ou seja de efeito moral, bala de borracha etc. Se correr e um policial estiver passando ele atira, mata e só depois se saberá se a pessoa é um bandido ou não. Pessoas não podem correr se a polícia abordar sob a pena de ser assassinada e a população apoia questionando: porque correu? Detalhe, a nossa justiça é a morte a exemplo de "Vigiar e punir' de Faucoult: bandido bom é bandido morto e ficamos todos felizes comemorando o suplício, mentalidade do século XVIII.

c) Somos amigos, receptivos festejamos os amigos, abraçamos, beijamos só enquanto convivemos com as pessoas as quais dizemos que são amigas e gostamos e quando podemos tirar proveito próprio daquela amizade. Senão, quando os "amigos" que se abraçavam, saíam juntos, se beijavam se distanciam se esquecem que um dia foram "amigos", problemas com a memória, que segue no tópico abaixo.

d) A memória curta, então esquece com muita facilidade e votam nos políticos corruptos para se perpetuarem no poder, inclusive os que nada fizeram para minimizar o extermínio da população negra; a saúde pública permanece igual. Comemora uma lei de cotas que nem todos os negros se beneficiam, apenas se estudarem na escola pública e a família receber até 2,5 salários mínimos. No entanto os mortadelas comemoras projetos sociais do Bolsa Família que já existia com o nome de Bolsa Escola e FIES que também existia antes como Crédito Educativo, além das privatizações que o PT era contra e depois que dominou o poder começou a privatizar mas dizia que fazia Concessão. Enfim, vivemos numa democracia onde um não respeita o direito do outro pensar diferente. Se sou PSDB sou "coxinhas" e PT "mortadela" bem democrático.

e) O Movimento Negro brasileiro, ativo por muitas décadas, é responsável  por muitas vitórias. Mas a luta se perdeu no caminho, pouco atua significativamente no caso do extermínio dos jovens negros. Não conseguimos desenvolver a autoestima dos negros e negras brasileiros(as), que permanecem num estado de alienação grandíssimo. Fica-se feliz quando Beyoncé ganha um prêmio, mas no caso dos negros famosos brasileiros não vejo um jovem negro das escolas públicas exaltando um famoso, intelectual ou cientistas negros no máximo se exalta jogadores negros. Como parte do caráter nacional o negro brasileiros não gosta dele mesmo, como o brasileiro não gosta (branco ou negro) e temos a tendência a formar cartéis. Formamos grupinhos e discriminamo-nos entre nós mesmos. Excluímos o nosso irmão, o nosso igual.

f) Quando um(a) negro(a) consegue êxito em alguma coisa evidenciamos imediatamente: uma pessoa negra, e pobre e favelada.


g) Gostamos muito de fazer comédia com coisas que são sérias e desrespeitosas. Uma pessoa desrespeita o trânsito e dá o dedo médio para a repórter e o que temos: Um mix do desrespeito. Vejam abaixo:





h) Em meio aos caos, violência policial, políticos corruptos, impunidade e reforma trabalhista que talvez aumente em duas horas a hora trabalhada ainda assim trabalhadores explorados felizes dançam alegremente no pátio da empresa.





i) Acho que somos o único país no mundo que estudantes permanecem na escola por 8 anos e saem sem falar a sua língua materna e o inglês.

j) E a amizade. Ela é fervorosa enquanto as pessoas estão próximas das outras, convivendo cotidianamente. No momento que por algum motivo acontece um distanciamento. Acabou!!! Ela só tem um pouco de durabilidade quando da amizade se cogitar tirar algo de proveitoso do outro. A famosa lei Gerson.

Temos super heróis lendários: Homem Aranha, Super-homem, Lanterna Verde, Homem de Ferro, Capitão América, Nacional Kid, Power Rangers, no Brasil temos o Homem Cueca, casado com a Mulher Calcinha e têm o filho o Menino Fralda. Este super herói cobra R$ 100,00 reais para ajudar ao seu próximo, pede o dinheiro do transporte e está na Netflix para ser acessado pelo mundo. Ele é um belo exemplo do cidadão corrupto cotidiano que quer levar vantagem em tudo. Talvez, quem sabe no dia que tomarmos consciência disto possamos ser um país melhor.

No que tange ainda á população negra. O Ilê Ayiê foi pioneiro na luta antirracista. Desenvolveu a autoestima das mulheres negras no que se refere à estática, tem um bom projeto de educação na Escola Mãe Hilda e cursos profissionalizantes. Mas é um bloco elitista: não se consegue uma entrevista para pesquisa,  visitar uma biblioteca tudo com muita dificuldade. Inclusive a casa grande que assiste o desfile do Ilê Âyiê, por que no seu camarote a maioria dos foliões são brancos. Um dia levei o meu filho para ver o bloco afro e o camarote. E ele me perguntou por que tinha mais brancos do que negros. Eu respondi que a maioria da população negra é pobre e ele me respondeu. Mas, minha mãe porque eles não trocam o ingressos por alimentos não perecível. Envergonhada saí daquele lugar e fui embora diante da observação de uma criança de 7 anos de idade.

Outra coisa, no Brasil onde tem um índice de extermínio da população negra tem altíssimo com repercussão internacional as pessoas se chocam e se revoltam quando morrem animais. Não que os animais sejam renegados, mas por saber que um negro no Brasil vale menos que um animal.

Talvez no dia que a nossa sociedade tomar consciência disto sejamos melhores, por que enquanto somos apenas os homens e mulheres cordiais.

Obrigada!
Boa leitura!
Rosi Barreto 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

A MORTE DE D. MARISA LETÍCIA!

Meio ausente das redes sociais, não sabia da morte de D. Marisa. Impressionante os comentário nestes novos veículos de comunicação social. Aquilo para mim era como se as pessoas fossem seres que não se pode comparar a nenhum tipo de animal. Parecia também que os comentaristas eram pessoas cuspidas no mundo, ou seja sem entes queridos e  familiares, uma coisa no mundo sem nenhuma relação social.

Estes comentários me fez ver a violência que assola o Brasil e que ela é produto da sociedade brasileira. De certa forma resulta da impunidade, violência policial, extermínio da população negra existente no Brasil e nutrida pela conivência de quem administra o país nas instâncias municipais, estaduais e federal e pela sociedade. Uns têm coragem de roubar, estuprar, corromper, traficar explicitamente e outros não são diferentes, só não tem a coragem de se exporem, mas cometem atos semelhantes aos citados acima quando estão por trás do computador.

D. Marisa não é nada minha, é um ser humano que merece respeito, que tem uma família que como qualquer outra no Brasil sofre com a perde um ente querido.

As atitudes ofensivas ao ex-presidente Lula explica por que o Brasil não cresce, tem os políticos mais mentirosos e corruptos do planeta além de uma população mentalmente débil.

Estes comentários a respeito da morte de D. Marisa deixa explícito quão ruim é a população brasileira. Um povo que se diz cristão, evangélico religioso, faz campanha humanitária e fica em casa se escondendo atrás de um computador para destilar ódio, desrespeito, violência, racismo, homofobia e tudo de ruim. 

Não é de se admirar por que vivemos num país com tantas miséria, violência doméstica, policial, estupros, assassinatos diversos, intolerância religiosa dentre outras coisas. É a natureza miserável que se esconde atrás de cada ser deplorável que se vangloria da desgraça alheia e faz apologia ao suplício. E ainda nos achamos modernos e evoluídos com mentalidade aprisionada na idade antiga.

Somos o país que tem como super-herói, o Homem cueca que cobra R$ 100,00 (cem reais) para fazer o bem, quer tirar vantagem em todas as coisas e tem prazer em preservar as leis da malandragem. Casado com a Mulher calcinha e tem um filho o Menino fralda. Isto é veiculado na mídia e o filme está na Netflix. SIMPLESMENTE VERGONHOSO!!!


Rosi Barreto